Idosos tendem a ter múltiplas comorbidades e, consequentemente utilizam muitos medicamentos, o que aumenta o risco do surgimento de efeitos adversos, de interações droga-drogas, entre droga-doença e principalmente uso de medicamentos inapropriados.
O consumo de medicações vem crescendo em todo o mundo, principalmente devido o aumento da expectativa de vida e pelas novas técnicas de manejo de doenças crônicas.
A polifarmácia é definida como o uso de 5 ou mais medicações, embora alguns autores defendam que deve ser considerada polifarmácia um número acima de 3 medicações.
Já se demonstrou que a polifarmácia é um fator de risco independente para mortalidade em 2 anos, embora a longo prazo os resultados sejam inconclusivos. Apesar disso, está bem determinado que ela causa defechos adversos e deve ser monitorada prudentemente.
Entre esses desfechos adversos, sabe-se que ela contribui significantemente para quedas e fraturas de quadril, as quais são associadas com alta morbidade e mortalidade. O risco de cair aumenta significativamente – independentemente da idade e do nível de incapacidade – com o número de drogas tomadas diariamente, especialmente se diuréticos, derivados benzodiazepínicos e agentes anticolinérgicos estão envolvidos.
Racionalizar o uso de medicamentos e evitar os agravos advindos da polifarmácia serão, sem dúvida, um dos grandes desafios da saúde pública desse século.
Portanto, é essencial que o profissional de saúde, ao prescrever medicamentos, estabeleça uma avaliação criteriosa sobre a real necessidade do seu uso, dada a estreita relação entre o uso de novos fármacos, ou mesmo, ao ajuste de dosagem.
(DUTRA; GOMES; LIMA, 2011)
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