
O vice-presidente da Fifa, Jack Warner, renunciou ao cargo nesta segunda-feira, menos de um mês após a sua suspensão temporária em decorrência de denúncias de corrupção. Warner dirige a Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte e do Caribe) e já estava há 30 anos ligado à entidade que controla o futebol mundial.
No final de maio, em meio a acusações de fraude nos últimos processos eleitorais para escolha das Copas do Mundo de 2018 e 2022, Warner declarou que os próximos dias seriam turbulentos. "Um tsunami futebolístico vai bater na Fifa", afirmou à imprensa de seu país, Trinidad e Tobago. "Chegou a hora em que devo parar de fingir de morto."
Horas depois de ser punido, ele divulgou um comunicado denunciando uma "doação" de US$ 1 milhão (cerca de R$ 1,6 mi) do presidente da organização internacional, Joseph Blatter, à Concacaf. Warner se disse "surpreso" pela suspensão e a considerou um "abuso" nos procedimentos disciplinares do Comitê de Ética da Fifa.
"PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA"
A federação sediada na Suíça afirmou lamentar a decisão de Warner e que a situação foi aceita, além de mencionar a "sua contribuição" para o futebol do caribe e da Concacaf".
E completou: "O sr. Warner está deixando a Fifa por iniciativa própria após 30 anos de serviços prestados".
Como consequência, todas as investigações do Comitê de Ética contra ele foram fechadas e a presunção de inocência será mantida, completa a nota.
Fonte: Folha.com
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