sábado, 22 de maio de 2010

O Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Devido à sua localização geográfica é considerado como a "esquina do continente" americano, ocupa a posição nordeste da/na Região Nordeste e tem como limites a norte e a leste o Oceano Atlântico, ao sul com a Paraíba e a oeste com o Ceará. É dividido em 167 municípios e ocupa uma área de 52.796,791 km², sendo um pouco maior que a Costa Rica. Sua capital é a cidade de Natal. O estado apresenta o segundo melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o menor índice de mortalidade infantil,[3] o menor índice de desnutrição[4] e a segunda maior expectativa de vida da Região Nordeste,[5] além de ser o segundo estado mais seguro do país (atrás apenas de Santa Catarina).[6] A capital do estado também é considerada a capital menos violenta do país [7][8][9] e décima-quarta cidade mais segura do Brasil.[7]

Possui uma população estimada em 3.137.541 habitantes, dos quais 73% vivem em cidades (áreas urbanas) [10], sendo as mais importantes Natal, Mossoró, Parnamirim, Assu, Currais Novos e Caicó. Outras cidades importantes são São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba e João Câmara. Sua Capital, Natal, reúne em sua região metropolitana cerca de 1,3 milhões de habitantes, sendo a 4º maior região metropolitana do Nordeste, 6º maior do Norte/Nordeste e 15º maior do Brasil. Sua segunda maior cidade, Mossoró, possui uma população de aproximadamente 250 mil habitantes, sendo a 20º maior cidade da Região Nordeste e uma das maiores do interior nordestino, além de ser polo de significativa importância para o estado.

Apresentando um relevo modesto, com mais de 80% de sua área possuindo menos de 300m de altura, tem como rios principais o Potenji (que corta a capital), Moçoró, Apodi, Assu, Piranhas, Trairi, Jundiaí, Jacu, Seridó e Curimataú. As ilhas do Atol das Rocas também pertencem ao estado.

O Rio Grande do Norte é o maior produtor de petróleo em terra e de sal marinho do país,[11] também se destacando no setor agropecuário como a carcinicultura, a fruticultura irrigada (abacaxi, banana, melão e coco-da-baía, dentre outros) e a tradicional pecuária. Na indústria, são relevantes o parque têxtil (principalmente o DIM em Macaíba e o DIM de Natal/Parnamirim) e as instalações de processamento de petróleo e gás natural da Petrobrás em Guamaré, o Polo Industrial de Guamaré.

Embora o maior litoral dentre os estados brasileiros seja o da Bahia, o Rio Grande do Norte é o com maior projeção para o Atlântico, já que se situa em uma região onde o litoral brasileiro faz um ângulo agudo, a chamada "esquina do Brasil". Foi por esse motivo, que os americanos decidiram estabelecer uma base aérea no estado durante a Segunda Guerra Mundial. Tal base, de tão importante que foi para o sucesso na Batalha da Normandia, foi apelidada na época de "Trampolim da Vitória", devido ao grande "salto" que proporcionou para a frente aliada.

História

Com a distribuição das capitanias hereditárias, o então Rio Grande é doado, em 1535, a João de Barros pelo Rei Dom João III de Portugal. A colonização fracassa e os franceses, que traficavam o pau-brasil, passam a dominar a área até 1598, quando os portugueses, liderados por Manuel de Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, iniciaram a construção do Forte dos Reis Magos para garantir a posse da terra.

O domínio lusitano durou até 1634, quando o Forte dos Reis Magos caiu em poder dos holandeses, que só foram expulsos em 1654. Nesse período, todos os arquivos, documentos e registros do governo português foram destruídos, o que até hoje dificulta a reconstituição da história da época [6].

Invasões preocupavam Portugal e, uma vez que a capitania do Rio Grande do Norte ficava localizada no ponto mais estratégico da costa brasileira, o Rei retomou a posse da Capitania e ordenou a construção de um forte para expulsar os Franceses da costa.

Em 1701, após ser dirigido pelo governo da Bahia, o Rio Grande do Norte passou ao controle da capitania de Pernambuco. Em 1817, a capitania aderiu à Revolução Pernambucana, instalando-se na cidade de Natal uma junta do governo provisório. Com o fracasso da rebelião, aderiu ao Império e tornou-se província em 1822. Em 1889, com a República, transformou-se em Estado

Geografia

Rio Grande do Norte é dominado por seu litoral. O Estado é famoso por suas praias e dunas de areia , e o ar é, segundo a NASA , o segundo mais limpo no mundo depois da Antártida.

Dois climas predominam: tropical úmido, na parte oriental do litoral , e semi-árido, nos demais (maior parte) do Estado (incluindo a costa norte). A Mata Atlântica que cobria a maior parte da costa do Brasil teve sua extremidade norte no sul do Rio Grande do Norte. A zona norte de Natal, a capital, está sob as dunas, um tipo de formação associada com a erosão eólica dos ventos que são abundantes no litoral do Estado. O clima semi-árido é caracterizado não só pelo baixo nível pluviométrico, mas também a irregularidade das chuvas, onde a maioria do interior do Estado faz parte do Polígono das Secas (uma área que recebe atenção especial do governo brasileiro). Há também muitos manguezais no estado, e o interior é dominado pela vegetãção da caatinga. O relevo em geral é caracterizado pelas planícies costeiras e as planícies que acompanham as principais bacias hidrográficas do Estado como a do Rio Açu, a do Rio Apodi, a do Rio Potengi, e as dentre outros rios (a grande maioria) que nos períodos anuais de seca são intermitentes. Existem também planaltos e chapadas no interior, onde em alguns casos avançam até o litoral leste-sul e norte, implicando na formação de falésias. Na divisa com o Ceará, ergue-se a Chapada do Apodi, delimitando a fronteira entre os Estados e finalizando na Serra do Coqueiro, na tríplice divisa com a Paraíba, o ponto mais elevado do Estado, com 868 metros de altitude, no extremo oeste localizado no município de Venha-Ver. Formas de relevo elevadas procedentes do Planalto da Borborema que se localiza na Paraíba, se estende até a região de Currais Novos. Geologicamente no Estado existem falhas que causam a incidência de tremores de terra eventuais na região do município de João Câmara, causados por acomodações geológicas de falhas antigas. O Pico do Cabugi e seus 590 metros é um dos poucos vulcões extintos identificados no Brasil. O Atol das Rocas no Oceano Atlântico, 260 km a noroeste de Natal, também pertence ao estado do Rio Grande do Norte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário